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Patrimônio Cultural do Brasil, maracatus de baque solto se apresentam na Malakoff

by - janeiro 25, 2018


Nesta última quinta-feira (25) o Carnaval na Malakoff recebeu dois importantes maracatus do estado, o Piaba de Ouro e o Cambinda Brasileira, que em 2018 comemora seu centenário

Em 2015, o terreiro do Maracatu Cambida Brasileira recebeu a celebração que oficializou os maracatus de baque solto como Patrimônios Cultural Imaterial do Brasil. (Foto: Jan Ribeiro)


O Carnaval na Malakoff foi palco nesta última quinta-feira (25) de dois importantes símbolos do Patrimônio Imaterial de Pernambuco: os maracatus de baque solto Piaba de Ouro, fundado por Mestre Salustiano e regido atualmente pelos filhos do mestre, e o Cambinda Brasileira, que em 2018 comemora seu centenário e hoje conta com a regência do jovem Mestre Anderson Miguel.

Sob a liderança de Mestre Salustiano, o Piaba de Ouro, fundado em Olinda no dia 11 de setembro de 1977, conquistou diversos títulos – tendo inclusive sido o vencedor do concurso do carnaval pernambucano por sete vezes consecutivas. Hoje, com a mesma força e impulso, o legado construído por Mestre Salu é mantido pelos seus 15 filhos, sendo um deles o presidente, Manoelzinho Salustiano, e pelo restante da comunidade, algo em torno de 220 maracatuzeiros.

“Para nossa apresentação aqui na Malakoff a gente trouxe aproximadamente cinquenta pessoas, mas o Piaba desfila normalmente com 250 componentes. Só que como tivemos a questão da adequação ao espaço da Malakoff, viemos nesse formato mais enxuto. Mesmo assim, o Piaba de Ouro veio completo, com a orquestra, caboclos de lança, dama do passo, rei e rainha”, detalhou Pedrinho Salustiano, um dos filhos do Mestre Salu.

Segundo Pedrinho, apesar dele não saber ainda de boa parte da programação durante o Carnaval, o Piaba de Ouro está chegando ao fim dos preparativos finais, principalmente em relação às fantasias. “Confeccionar estas peças todas é um processo muito longo, dá muito trabalho. Começamos na metade do ano passado este esforço, e em 2018 vamos chegar com muitas novidades. O Piaba de Ouro se apresenta sempre com um tema diferente e neste ano estamos com um bem bacana, mas ainda é segredo. E isso é de berço, né? Aprendemos com nosso saudoso Mestre Salustiano”, disse, antes de se apresentar como mestre dos caboclos de lança.

Fundado no dia 5 de janeiro de 1918, em Nazaré da Mata, Zona da Mata de Pernambuco, o Maracatu Cambinda Brasileira é uma das agremiações mais antigas do estado em atividade, com apresentações ininterruptas. De acordo com o Mestre Miguel, na Torre Malakoff se apresentaram cerca de trinta brincantes, entre orquestra e passistas. “Mas o Cambinda já teve 180 componentes, e contando com a diretoria esse número chegava a 200. Com o passar do tempo, e a chegada de novos maracatus na cidade, hoje temos 130 componentes”, contou o mestre.

“Antes de virmos até a Torre Malakoff, a gente passou na UPE para participar da estreia do boneco de Naná Vasconcelos. Saímos de lá direto pra cá, e o Carnaval já está nessa correria. Estamos na luta porque, como toda agremiação, nós que fazemos maracatu de baque solto também passamos dificuldades. Com a gente não é diferente”, disse Mestre Anderson Miguel, que reforça o que dá ânimo para continuar a festa. “Não é fácil manter a brincadeira na rua, mas o bom é que o povo faz cultura porque gosta, ai isso ajuda bastante”.

Mestre Miguel Anderson revelou que uma parte do Cambinda Brasileira está na Holanda, para participar do lançamento do filme Azougue Nazaré, dirigido por Tiago Melo, que conta a história do maracatu de baque solto na Zona da Mata pernambucana. “Estamos nessa correria nos ajustes finais do Carnaval porque tem um pessoal nosso lá com a equipe, e a gente aqui seguindo com o que falta. Mas no final, vai dar tudo certo e o Cambinda vai sair às ruas”.

Além das apresentações, o público que foi até a Torre Malakoff pôde conferir peças de vinte e seis marcas criativas pernambucanas, além de outras ações especiais, como Flash Day de tatuagens carnavalescas; Hair Instiga (Belle Souza), com cortes de cabelo que destoam dos padrões impostos; a kombi da Girassol Cozinha Itinerante, comercializando alimentação vegana e vegetariana; e ainda as marcas Ekäut Cervejaria Artesanal e Jazzlato (sorvetes sem aditivos químicos ou açúcar refinado). Clique aqui e saiba mais sobre o restante da programação do Carnaval na Malakoff.





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