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Em Olinda, centenário do pianista Júlio Braga em celebrado com recitais no Cemo

by - abril 24, 2018



Olindense, o pianista e compositor Júlio Braga completaria 100 anos esta terça-feira, 24 de abril, caso estivesse vivo. Para celebrar a data, o Centro de Educação Musical de Olinda (CEMO) realizará dois recitais com obras do artista local que ganhou o mundo tocando músicas eruditas. As apresentações serão realizadas dentro do Festival Centenário Júlio Braga, nos dias 24 e 29 deste mês, e terão entrada franca.

Na primeira apresentação, nesta terça-feira (24), às 16h30, haverá apresentações de alunos e professores do CEMO, assim como dois convidados especiais: o pianista Fernando Müller e o flautista Marco Antônio Barcelos. Já no dia 29, aproveitando a presença da pianista Tamara Ujacova C. Schubert no Brasil após retornar de uma turnê internacional, haverá uma nova apresentação em homenagem a Júlio Braga, também no CEMO, às 16h. Tamara é carioca e estudou as obras do artista olindense, usando-as como tema para seu trabalho de conclusão do doutorado.

JÚLIO BRAGA - Pianista e compositor erudito, ele nasceu na cidade de Olinda em 24 de abril de 1918. Aos oitos anos de idade, compôs sua primeira peça e aos dez anos fez seu primeiro concerto no Teatro Santa Isabel. Em 1948, participou do Concurso Phillips da Holanda, realizado no Rio de Janeiro, conseguindo a primeira colocação, por unanimidade, entre os pianistas brasileiros. Recebeu como prêmio uma viagem à Europa e uma bolsa de permanência para aperfeiçoar os estudos em Paris, do Governo de Pernambuco.

Júlio Braga realizou recitais na França, Inglaterra, Holanda, Noruega, na América do Sul, América Central, América do Norte e em vários Estados do Brasil. Foi convidado para realizar concerto pela Embaixada do Brasil em Washington (EUA) referente à passagem da Independência do Brasil. Realizou Programa Especial de Concertos das Nações Unidas, transmitido, na época, para toda América Latina. Foi solista da Rádio Difusora Francesa e da BBC de Londres. Também foi organista voluntário da Catedral Notre Dame, em Paris. Esteve ausente do Brasil durante dezesseis anos, período em que levou seu talento, e o nome de Olinda, aos maiores palcos do mundo.

Em 1964, voltou definitivamente para o Brasil após ter sido professor catedrático da Universidade de Música de Caracas e da Universidade de Música de Maracaibo, na Venezuela. O músico morreu no dia 10 de outubro de 1993. Deixou uma vasta e preciosa obra de Composições Sacras, Concertos Barrocos, Improvisações, Prelúdios, Noturnos, Valsas, Minuetos, Canções Infantis, Choros, Paráfrases, além de peças para Piano, Canto, Flauta, Clarinete, Fagote, Oboé, Viola, Violão, Violino e Orquestra. Em suas composições, costumava fazer alusão ao badalar dos sinos de Olinda. Entre suas obras mais famosas estão ‘Allegro Apassionato’, ‘Dança Afro-Brasileira’, ‘Acalanto’, ‘Choro n. 1’, ‘Panis Angelicus’ e ‘Tocattina’.

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