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II Seminário Sociocultural do Lamento Negro agita fim de semana em Olinda

by - maio 20, 2018


Tendo a mulher negra como foco temático, o “II Seminário Sociocultural do Lamento Negro Candaces: espelho da nossa verdadeira face” deu seu pontapé inicial nesta sexta-feira (18) e terminou no domingo (20). O evento teve como eixos pontos críticos de direcionamento e de avanços nas áreas, dentre outras, como: educação, saúde, direitos humanos, comunicação, segurança da mulher e igualdade racial. O evento ocorre na Casa Crer, na Avenida Sigismundo Gonçalves, no Carmo, Olinda.
Os participantes encontram, a partir das 14h, uma série de palestras, debates, apresentações culturais e outras atividades norteadas por temáticas contemporâneas e emergentes no sentido de lutas e combates, por exemplo, à discriminação e sexismo. A entrada é gratuita. O encontro homenageará Mãe Lúcia e contará com nomes como Vera Baroni, Gabrielle Conde e Preta MC. Além de Dança para Oxum com Milla Andrade, Sarau Poético Letras Pretas, com Odailta Alves, Coletivo Bartira e Experimento Safira.
“Desde os dez anos de idade eu tenho uma vivência nessas temáticas de valorização da mulher, empoderamento feminino, no qual devemos ter nossas atitudes e movimentos sociais. Muitas mulheres precisam servir cada vez mais de exemplo para atingir um coletivo maior. Por isso o nome Candaces, que significa ‘mulher guerreira’”, explicou a coordenadora do Centro de Cultura e Arte Lamento Negro e idealizadora do seminário, Conceição Fayola.
Fundado pelo Mestre Maia, em 1987, o Lamento Negro foi criado no final da década de 80 com o objetivo de reduzir a criminalidade no bairro de Peixinhos, que era o segundo mais violento da América Latina. Para Maia, o apoio da Prefeitura de Olinda ao evento é fundamental. Segundo ele, a dificuldade dos negros, principalmente as mulheres, perante a sociedade, faz com que a raça se torne cada vez mais forte e com força de vontade. É com o apoio dos governos, as ações são valorizadas.
“É muito importante o apoio do governo municipal, estadual e federal. Não só ao Lamento, mas também outras atividades de outros grupos. Assim conseguimos o empoderamento de nós, negros e negras. Quando somos reconhecidos, dá mais vontade de fazer o nosso trabalho. Essa visão do prefeito Professor Lupércio é importante, antes não tínhamos esse olhar. Vivíamos presos em nossas senzalas, isolados no mundo, e os governantes lá, com outra realidade. Hoje entramos no Palácio da Justiça, hoje tocamos nossa música e somos ouvidos. Isso é importante para a nossa cultura negra. Ainda não temos o cenário que gostaríamos, mas estamos caminhando”, acrescentou o presidente do Lamento Negro, Mestre Maia.
O seminário do Lamento Negro conta com apoio da Prefeitura de Olinda, através da Coordenadoria de Igualdade Racial, e do Governo do Estado. “Realizamos recentemente conferência de igualdade racial. Dela, deliberamos algumas coisas que estamos tirando do papel. Lançamos há pouco tempo um plano contra intolerância religiosa e de política LGBT também. Nosso prefeito está bem presente nessas causas e podemos contar sempre com ele. Ele dá liberdade para a coordenadoria exercer o trabalho”, disse o coordenador de Igualdade Racial de Olinda, Clayton Gouveia.
Lamento Negro
O Lamento Negro tem 31 anos, foi criado em Peixinhos, e realiza um trabalho social através da capoeira, dança, cultura afro, educação, teatro, entre outros. Os músicos, seguindo o exemplo do Olodum, que fazia grande sucesso na época, tocavam ritmos como o afoxé e o samba-reggae. Mais tarde, foi trocado os tambores de estilo baiano pelo de maracatu, feitos com peles de alfaia.
Confira a programação do fim de semana
SÁBADO (19)
14h – Abertura – Intervenção com Mila Andrade
14h40- Palestra Transgeneridade: enfrentamento à transfobia
16h15 – Intervenção Mulher e daí
16h30 – Estética negra opressão e resistência
17h30 – Intervenção letra preta
17h45 – Lei 10.639/03: o porquê da relutância à cultura afro nas escolas
18h30 – Encerramento toqueata
DOMINGO (20)
14h – Abertura
14h30 – Desfile lassana
15h – Lei 10.639/03 em Pernambuco: abordagem sem luz?
15h45 – Experimento safira
16h – Intolerância religiosa
17h45 – Coletiva bartira
18h – Encerramento: falas e Mãe Lúcia canta epahei e mulheres guerreiras
18h30 – As Kallinas

Foto: Divulgação

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