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Primeira exposição cultural dedicada à rabeca ocorre até sábado

by - maio 22, 2018

Peças estão no Centro Cultural Luiz Freire, em Olinda


Graças à rabeca, o Mestre Luiz Paixão conheceu os Estados Unidos, Europa e todo o Brasil. Agora ele quer que sua arte seja conhecida em todo o mundo. Um dos principais expoentes deste instrumento musical mais tradicional da cultura nordestina é o grande homenageado da I Exposição de Rabecas de Olinda, que teve sua abertura nesta terça (22) e encerra-se no sábado (26), no Centro Cultural Luiz Freire.


A entrada é gratuita até sexta (25.05). No sábado, será cobrado R$ 10 para o show de Paixão e convidados. As peças estarão expostas no hall de entrada do Centro, no horário das 10h às 17h. O espaço fica localizado na Rua 27 de Janeiro, 181, no bairro do Carmo. A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Olinda e de outros parceiros, disseminando a paixão por este som peculiar, construído artesanalmente e envolvendo histórias de famílias inteiras.
“É muito bom um evento como esse, pois nunca vi algo parecido aqui em Olinda. Estou muito feliz por terem tido essa ideia e ser homenageado. Todo mundo quer aprender a tocar, hoje em dia tem rabeca em todo canto”, comemorou Luiz Paixão.


O Mestre Luiz Paixão veio dos canaviais da Zona da Mata Pernambucana, de família musical. Começou a brincar com o instrumento com 8 anos, mesma idade em que foi para a lavoura. Nos anos 90, com o cavalo-marinho, o forró, maracatu e a ciranda na bagagem, Luiz levou sua arte para a capital e participa de vários projetos no Brasil e exterior.


Além dele, os outros seis expositores são: Valério Bizunga, Ulisses, Maciel Salustiano, Dina Salú, Cláudio Rabeca e Cezinha. No total, serão cerca de dez rabecas à disposição para a visita do público. “É a primeira exposição com vários rabequeiros. Geralmente, no Sertão, é feita com apenas um. Aqui temos sete. No Centro, temos a Oficina da Rabeca, que dá vida a este instrumento tão peculiar, e isso foi um dos motivadores de organizarmos o evento. Com a exposição, queremos propagar essa arte encantadora para todos”, disse uma das organizadoras, Domenica Rodrigues.
No primeiro dia de evento, houve uma conversa entre os expositores (aberta ao público). Entre outros assuntos, eles falaram sobre como fazer o instrumento, a relação com a rabeca e deram dicas para explorar o som da melhor forma.



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