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Lançamentos e projeto literário são destaques da programação da Cepe na Flip 2019

Imagem/ Fábio Seixo


Pelo segundo ano consecutivo, a Cepe Editora participará da Festa Literária Internacional de Paraty, principal evento literário do Brasil, que em sua 17ª edição homenageia Euclides da Cunha. A programação acontecerá na Paratodxs – casa literária que reúne as editoras Cepe, Nós, Edith, Demônio Negro, Relicário, Dubliense, Kapulana e Macondo. Entre os destaques estão os lançamentos de No calor da hora, livro da ensaísta e crítica literária Walnice Nogueira Galvão, que abrirá a programação oficial da Flip. A Cepe também apresentará Vácuos, do moçambicano Mbate Pedro, e Viagemao país do futuro: um roteiro literário pelo Brasil, projeto da Cepe em parceria com a Associação Oceanos Expressivos e o jornal português Público, que será realizado pela jornalista Isabel Lucas ao longo de 2019. A Flip acontecerá entre os dias 10 e 14 de julho.

Walnice Nogueira Galvão é uma das principais estudiosas da obra de Euclides da Cunha. No Calor da Hora - A Guerra de Canudos nos jornais, ganha nova edição pela Cepe (Selo Pernambuco) depois de décadas esgotado e fora de catálogo. O título é fruto de sua tese de livre-docência (o primeiro  estudo acadêmico sobre Euclides da Cunha e a Guerra de Canudos). Uma profunda pesquisa de como a imprensa nacional e estrangeira narrou de forma distorcida e tendenciosa o conflito que se deu no sertão baiano entre os anos de 1896 a 1897, responsável pela morte de cerca de 25 mil pessoas.

Ainda entre os lançamentos, a Cepe aposta na literatura africana de língua portuguesa - que vem atraindo a atenção dos leitores brasileiros - e anuncia o primeiro título editado no país do escritor Mbate Pedro - considerado uma das vozes da poesia contemporânea moçambicana. Finalista do Oceanos - Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa (2018), Vácuos é composto por sete longos versos que se desenvolvem ao longo de mais de 50 páginas. Temas como a morte, sonhos e o amor alicerçam o texto do autor,  considerado uma das grandes revelações da nova poética africana. O lançamento será precedido por uma conversa sobre poesia moçambicana contemporânea com a participação de Selma Caetano, curadora-coordenadora do Prêmio Oceanos.

Ainda na Casa Paratodxs, a Cepe fará uma sessão de autógrafos coletiva levando nomes como o da jornalista e tradutora carioca Stephanie Borges, vencedora da última edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura (Poesia), com o livro de estreia Talvez precisemos de um nome para isso [ou o poema de quem parte]. Stephanie fez uma pesquisa sobre a estrutura do fio de cabelo e percebeu que tinha encontrado um assunto que lhe permitia articular questões políticas, históricas e sociais. Esta espécie de biografia do cabelo passeia pelos mitos, gênero, preconceito, numa poesia entremeada com a prosa. Talvez precisemos de um nome para isso flui sob o comando da livre expressão do pensamento, uma linha contínua entre o sentir e o pensar. Dois dos principais lançamentos da Cepe em 2019 - As margens do paraíso, de Lima Trindade, e o infantil A coisa brutamontes, de Renata Penzani - também estão na programação.

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Translater (tradutor)

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