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Cirandeira Lia de Itamaracá é a nova Doutora Honoris Causa da UFPE

Por Renata Reynaldo
Ascom UFPE
“Essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós, ela é de todos nós”. Foi ao som espontâneo desse trecho da canção popular que Maria Madalena Correia do Nascimento, mais conhecida como a cirandeira Lia de Itamaracá, foi introduzida ao ambiente onde, hoje (27) pela manhã, ocorreu a solenidade da outorga do título de Doutora Honoris Causa da UFPE. Realizado no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco, o evento, segundo a própria homenageada, “era um sonho antigo, mas Deus me disse para eu esperar e, até que enfim, se realizou”.

Fotos: Passarinho

Lia recebe do reitor o símbolo máximo da homenagem: o capelo
Resultado de uma mobilização pouco comum nos trâmites da Universidade, uma vez que o pedido para a concessão do título partiu de mais de um departamento e centros acadêmicos, a escolha, segundo disse o reitor Anísio Brasileiro durante a cerimônia, “honra todas as universidade e, em especial, a Federal de Pernambuco, por traduz transversalidade e pluralidade dos saberes que cultivamos nesta academia”. A reunião desses anseios culminou com a proposta formal que foi apresentada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proexc) da UFPE e aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Universitário (Consuni).



Uma grande ciranda, puxada por Lia, marcou o encerramento da solenidade no Centro de Convenções de Pernambuco
CIRANDA – O professor Francisco Barros, do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ/FDR), responsável pelo discurso panegírico que apresenta a homenageada, ao discorrer sobre a ciranda destacou o aspecto democrático da dança. “Diferentemente do frevo e do baião, por exemplo, na ciranda não se dança sozinho nem a dois; tem que ser em grupo e de mãos dadas, e não há um protagonista, tendo todos os participantes a mesma importância”, ilustrou. Também reforçando a relevância do momento, o professor afirmou que, na academia, a cultura não é tratada apenas como objeto de datas comemorativas. “A cultura é o que nos nutre”, afirmou.
Ao cumprir o protocolo que cabe à solenidade e responder à pergunta formal do reitor se aceitava ser Doutora Honoris Causa da UFPE, Lia de Itamaracá, emocionada, afirmou que “sim, com muito amor e carinho”, e que estava muito feliz, pois “queria muito, muito essa homenagem”. Para encerrar o evento, todos os presentes foram agraciados com uma apresentação da cirandeira que, além de Patrimônio Vivo de Pernambuco desde 2005, agora é Doutora Honoris Causa da UFPE.
Além de familiares da homenageada, estavam presentes a vice-reitora Florisbela Campos, pró-reitores, professores e técnicos administrativos da Universidade, diversos artistas, o secretário estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, e o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto.

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Translater (tradutor)

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