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Recife é a primeira cidade do Brasil a reconhecer a Emergência Climática e projeta carbono zero até 2050

O Recife deu mais uma prova de seu compromisso com o enfrentamento da crise climática global e com a construção de uma cidade mais sustentável. O prefeito Geraldo Julio  assinou, na abertura da Conferência Brasileira de Mudança do Clima, no início do mês de novembro, o decreto que declara o Reconhecimento à Emergência Climática Global pelo Município do Recife, estabelecendo diretrizes para combatê-la.. Na ocasião, o prefeito, que também é Presidente para a América do Sul do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade anunciou o  lançamento do Plano de Adaptação Climática do Recife, intitulado de Análise de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas e Estratégia de Adaptação do Município do Recife.

A cerimônia de abertura da Conferência Brasileira de Mudança do Clima foi um grande ato em defesa de um futuro mais sustentável e de baixo carbono que reuniu entidades da sociedade civil, movimentos sociais, lideranças políticas e membros da iniciativa privada. O governador Paulo Câmara, presente no ato, recebeu seis governadores de outros estados do Nordeste na defesa do clima.

"O Recife está decretando hoje o reconhecimento da situação de Emergência Climática global. Muitas cidades do mundo já reconheceram, e isso possibilita que  a cidade estabeleça metas de redução drástica das emissões de carbono até 2030 e de carbono zero, até 2050. Muita gente pode achar essas metas ousadas, mas certamente com o passar dos anos, todas as cidades vão buscar essas metas porque os efeitos do aquecimento global estão sendo demonstrados todos os dias. O Recife assume hoje um compromisso, mas não começa hoje o trabalho. Porque além do compromisso global, do engajamento internacional e de trabalhar pelo engajamento das administrações locais na América do Sul, nós temos os compromissos com a nossa cidade”, declarou o prefeito Geraldo Julio.

O decreto assinado hoje coloca o Recife junto a um movimento internacional com mais de mil governos e entidades em 18 países declarando emergência climática. Com a declaração, ficará determinado que as políticas públicas iniciadas no processo de resposta à emergência climática devem priorizar as comunidades vulneráveis, bem como comunidades históricas e desproporcionalmente impactadas por injustiças ambientais. Além disso, o município empenhará esforços para a transição justa para alcançar um futuro, neutralizando as emissões de carbono até 2050, considerado na revisão do Plano de Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa do município, que se tornará o Plano de Resposta à Mudança do Clima do município a ser entregue em 2020.

Já o Plano de Adaptação Climática desenvolvido com base na Análise de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas e Estratégia de Adaptação do Município do Recife é instrumento importante para o planejamento urbano sustentável local.  Com propostas de 14 medidas de adaptação debatidas com a sociedade e grupo técnico da PCR para aumentar a resiliência nos pontos mais críticos, o relatório inclui seis principais vulnerabilidades às futuras consequências da mudança climática: inundações, deslizamentos, doenças transmissíveis, ondas de calor, seca meteorológica e elevação do nível do mar.

O governador Paulo Câmara destacou a importância do evento. “Pernambuco tem defendido há muito tempo que é preciso priorizar esse tema, que é preciso dar atenção devida ao nosso meio ambiente, às questões climáticas e  buscar efetivamente ações que possam garantir um desenvolvimento sustentável. Não podemos olhar apenas o econômico, mas ações que incluam o econômico junto com o social e ambiente protegido. E hoje nesta conferência teremos a oportunidade de discutir e analisar temas que vão ser importantes e contribuir para a COP 25, que com certeza irá dar um norte de valores, ações e projetos para que tenhamos um mundo mais protegido”, declarou.

Na manhã de hoje também foi apresentada a Declaração do Recife: um compromisso para a descarbonização da economia brasileira, que contou com a adesão não só do poder público, mas de instituições privadas como a BYD no Brasil e a Neoenergia. O documento sugere compromissos a serem adotados pelos diversos atores da sociedade brasileira com objetivo de priorizar o cumprimento da agenda de descarbonização. Trata-se de uma agenda civilizatória, estratégica que envolve decisões econômicas, tecnológicas, de comércio internacional, de modelo energético, de direitos humanos, de segurança nacional e paz entre as nações.

Diretor-presidente do Instituto Ethos, Caio Magri falou sobre o que representa a Declaração. “Para os governos a declaração do Recife destaca ações de medida de mitigação e adaptação, para as empresas a declaração destaca a capacidade de assumir publicamente os compromissos de reduzir as emissões, zerar o desmatamento ilegal, investir na precificação de carbono, por exemplo. Ao assinar e apoiar a carta, encorajamos as organizações a publicarem seus compromissos específicos e a estabelecer um canal público e efetivo para o relato das contribuições e dos avanços ao longo do tempo para a sociedade”, pontuou.
Na cerimônia de abertura da Conferência Brasileira de Mudança do Clima, o prefeito Geraldo Julio assinou o decreto que reconhece a Emergência Climática e lançou Plano de Adaptação do Recife, que está entre as 16 cidades do mundo mais vulneráveis aos efeitos da crise climática (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)




SOBRE A CONFERÊNCIA BRASILEIRA DE MUDANÇA DO CLIMA - A Conferência Brasileira do Clima surgiu como uma oportunidade de promover o diálogo sobre como retomar a trilha da responsabilidade climática, da participação da sociedade, da consolidação de pactos internos, de fortalecimento de programas locais de adequação de políticas e planos de desenvolvimento e de ampliação da agenda climática. As reuniões para organização da governança, da programação, da definição de escopos de grupos de trabalho e da divulgação acontecem mensalmente desde janeiro de 2019. Participam desses encontros organizações da sociedade civil, movimentos sociais, associação de povos e comunidades tradicionais, comunidade científica, governos e instituições públicas e empresas públicas e privadas.

A programação da Conferência refletirá uma sequência de diálogos e adotará proposições que surgirão ao longo do trabalho de um ano inteiro de reflexões, análise de políticas e iniciativas implementadas ou operadas no Brasil. São realizadores da Conferência Brasileira de Mudança do Clima: Instituto Ethos, WWF Brasil, Dieese, Rede Brasil do Pacto Global, Centro Brasil no Clima (CBC), Local Governments for Sustainability (Iclei), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). O evento é carbono neutro e compensará suas emissões de maneira transparente, rastreável e segura com o apoio do programa Amigo do Clima, desenvolvido pela WayCarbon.

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