Para o deputado, sucesso eleitoral de mulheres, negras e negros, indígenas e pessoas LGBTQIA+  tornarão as  câmaras municipais mais representativas

Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, nesta quinta-feira (19), o deputado João Paulo (PCdoB) destacou o sucesso eleitoral, no pleito deste ano, de candidaturas com a marca da diversidade, como os casos de mulheres, negras e negros, indígenas e pessoas LGBTQIA+. "Nas capitais, quase metade das candidaturas eleitas foi de pessoas negras, o número de mulheres  para prefeituras em todo o país no primeiro turno superou o total de ganhadoras em 2016  e pelo menos 25 candidatos e candidatos que se identificam como transexuais, bissexuais, gays ou lésbicas se elegeram vereadores no domingo", exemplificou João Paulo.

Segundo o deputado, emergiu em alguns estados brasileiros um ambiente mais arejado, com respeito à diversidade, representada por inúmeras candidaturas de pessoas que  sofrem diariamente o preconceito, o machismo, o racismo e a xenofobia.  "Sob um governo  capaz de negar a ciência e o direito à diferença, as urnas deram vários exemplos de que novos tempos estão a caminho", destacou. "Em todo o país, essas candidaturas tornarão as  câmaras municipais mais representativas", afirmou.
João Paulo observou que, ao contrário de  2018, quando as eleições foram marcadas pelos outsiders e pelo bolsonarismo,  2020 ficará marcado pela diversidade. "Pode parecer um contrassenso no momento em que minorias, caso dos negros e das mulheres, são vítimas do desmonte de programas  governamentais e do preconceito incentivado por figuras da própria gestão federal", disse o deputado. "Na verdade, houve uma reação de pessoas, organizações e partidos articulados e preocupados com a liberdade e a justiça. A eleição de 2020 deu claros sinais e avançou na luta antirracista, feminista e antifascista numa demonstração de força das pessoas que lutam diariamente contra o preconceito e a ignorância - e pelo direito de se expressar politicamente".

No discurso, João Paulo agradeceu aos 45.289 eleitores de Olinda que confiaram em sua  proposta em defesa da democracia, dos direitos humanos e de uma cidade socialmente justa. "O resultado adverso da eleição só aumentou meu entusiasmo pela luta contra as injustiças sociais e pela democracia", disse. "Sigo em frente, agora com esperança renovada diante dos sinais dados em todo Brasil, que nos anima a antever um país longe do nazi fascismo e da intolerância em que está mergulhado especialmente desde 2019".