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População carente recebe aparelhos auditivos doados pelo projeto Sons do bem

Ação social promovida pela Audivida chega a 5a edição. A cerimônia de entrega dos equipamentos será nesta terça-feira (31).

 

Perceber o mundo que nos cerca é muito mais do que enxergar simplesmente suas cores e formas. É, sobretudo, senti-lo, ouvi-lo. E quando isso não é possível, as adversidades se escancaram em nossa frente. Dificuldades essas que a dona de casa Crislayne Fontes enfrenta desde os dois anos de idade, quando perdeu boa parte da audição. Hoje, aos 23, a jovem sonha em poder voltar a ouvir só para realizar o maior desejo da vida: escutar a voz dos três filhos. E isso já tem dia e hora marcada. Cris é uma das contempladas do projeto Sons do bem, iniciativa da empresa Audivida, que consiste na doação de aparelhos auditivos para pessoas em situação de vulnerabilidade. A entrega das próteses ocorre nesta terça-feira (13), a partir das 15h, na Igreja do Amor, no bairro do Nobre, em Paulista.

 


Esta é a 5a edição da ação solidária, que terá como embaixadora oficial a cantora Nena Queiroga. Este ano, a empresa Audivida contou com a parceria da Igreja do Amor de Paulista. A instituição religiosa ficou responsável pela seleção de pessoas de comunidades carentes da cidade. Cerca de 30 selecionados passaram por uma triagem dividida em várias etapas. Esse grupo foi submetido a consultas e exames gratuitos realizados por profissionais de fonoaudiologia e otorrinolaringologia ligados a Audivida. Parte do processo foi realizada nas dependências da nova clínica da empresa, no Paulista North Way. Os pacientes que forem contemplados com as próteses, serão ainda acompanhados por profissionais da empresa pelo período de um ano.

 


A primeira edição do projeto Sons do Bem ocorreu em 2016. Na ocasião, idosas atendidas pelo Abrigo Espírita Lar de Jesus, no bairro da Torre, e pelo Instituto Padre Venâncio, na Várzea, Zona Oeste do Recife, tiveram a chance de voltar a ouvir. No ano seguinte, idosos que viviam no Abrigo Santo Antônio, em Casa Caiada, Olinda, conseguiram se reencontrar com os sons que os cercavam. Nas cinco edições, a empresa investiu R$ 260 mil na doação de 50 próteses auditivas. O projeto, além de dar mais dignidade a pessoas em situação de vulnerabilidade, tem como objetivo chamar atenção para os cuidados com a audição e como a surdez pode afetar as relações sociais, gerando conflitos e preconceito.

 

Como é o caso Cryslaine Fontes, de 23 anos. Ela conta que se sente dependente, pois sempre precisa de alguém para fazer atividades simples, como sair de casa. Durante a pandemia, as dificuldades de interação e sociabilização aumentaram, por conta da obrigatoriedade do uso da máscara, para evitar a disseminação da Covid-19, Cryslaine não consegue fazer a leitura labial. A jovem relata que desde a infância sofre preconceito e o que a mais deixa triste é não poder ouvir as vozes dos três filhos. A dona de casa mora com as crianças e o marido, que mantém a família com alguns bicos que faz. Segundo ela, a renda familiar é instável e isso não permite a aquisição de aparelho auditivo.

 

Neuza Maria dos Santos, de 72 anos, também encontra no orçamento apertado a principal dificuldade para adquirir um aparelho que, segundo ela, faria uma grande diferença em sua vida. A idosa mora com duas filhas e uma neta. A família se mantém com um salário mínimo. A perda de audição começou há cerca de dez anos e ocorreu de forma gradativa. Ela conta que em alguns momentos não consegue se comunicar, pois não ouve o que as outras pessoas falam. A deficiência auditiva faz com que dona Neuza seja alvo de preconceitos e a torna dependente dos familiares. Ela também será uma das contempladas durante o projeto Sons do bem.

 

Quem também será beneficiada é Alzira Melo da Silva, que desde os 57 anos convive com a perda auditiva. Hoje, aos 61, a dona de casa se diz triste e frustrada por conta do problema. Ela alega que, durante conversas com familiares e amigos, é obrigada a pedir para que as pessoas repitam a mesma informação várias vezes. Em algumas dessas situações, o diálogo termina com irritação por parte do interlocutor. A idosa vive com um salário mínimo, proveniente da aposentadoria da filha que é deficiente. Ela conta que sonha em poder voltar a ouvir e ter uma vida como antes.

 

Sons do bem - A ação social marca a chegada da Audivida no município de Paulista. A empresa inaugurou recentemente sua terceira unidade em Pernambuco, que está instalada no Paulista North Way. O investimento é de R$ 300 mil. Referência no setor de aparelhos auditivos no Brasil, a Audivida possui unidades próprias em São Paulo (SP) e no Recife (PE), além de clínicas parceiras em Maceió (AL), Natal (RN) e Salvador (BA). Em 18 anos de história, a empresa ajudou mais de seis mil pessoas a terem de volta qualidade de vida por meio da recuperação da audição.

 

Expansão. Além da unidade no Paulista North Way, a Audivida se prepara para expandir a sua operação na cidade de São Paulo. Nas próximas semanas, a empresa pretende inaugurar mais uma loja na capital paulista. A unidade com 600 m2 fica localizada na Avenida Pacaembu, no bairro de Higienópolis, e vai abrigar a sede administrativa da empresa. O investimento é de R$ 1,5 mi. A loja ganhará diversos recursos tecnológicos, que vão permitir experiências sensoriais ao público, a exemplo de uma cascata instalada no local para proporcionar aos pacientes a simulação do som de uma cachoeira. O projeto é assinado pela arquiteta pernambucana Mirella Assis, responsável pelos traços de todas unidades da Audivida no país.

 

Serviço:

 

O que? Projeto Sons do bem. Cerimônia de entrega de aparelhos auditivos.

Quando? Terça-feira (31), a partir das 15h.

Onde? Área externa da Igreja do Amor de Paulista. (Endereço: PE-022, 777 - Nobre, Paulista)

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