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Protocolos podem não ser eficientes para coibir novos surtos de Covid-19

Professora da Unit avalia que o retorno de shows e eventos é viável para a economia e saúde mental das pessoas, mas não do ponto de vista da biossegurança. 

Cidades e estados brasileiros estão voltando aos poucos com as atividades presenciais. O processo de vacinação da população avança a cada dia e, seguindo os protocolos de biossegurança que impedem a disseminação do novo coronavírus, os shows, eventos e jogos de futebol com presença de público voltam a ser realizados em todo país. Mas mesmo com esse cenário positivo, ainda não há certezas se esse retorno ainda é adequado, no ponto de vista da biossegurança e dos riscos de novos surtos da doença. 

“Pensando em termos econômicos e psicológicos, sim, já é tempo de voltar às atividades presenciais. Em termos de biossegurança, no entanto, é duvidoso. E digo isso porque, por mais que os governos dos Estados tenham feito regras e montado todo o esquema, é complicado que essas sejam seguidas e até mesmo com que os órgãos do governo consigam fiscalizar e cobrar o cumprimento dessas regras”, argumenta a professora Evelyne Gomes Solidonio, coordenadora de pesquisa e extensão da Faculdade Tiradentes (Fits). 

Conforme os especialistas favoráveis à reabertura, os riscos de contágio da doença não são inferiores aos demais eventos e locais cotidianos, pois além de priorizar o distanciamento social, os protocolos preconizam a vacinação ou o teste das pessoas. No entanto, há dúvidas quanto à real eficácia da fiscalização destas medidas, que tendem a ser desrespeitadas por boa parte do público. 

“Tem de haver um distanciamento de um metro dentro da casa de show ou do evento. Quem tem visto pela televisão, sabe que isso não está sendo cumprido. Os protocolos falam que quando a pessoa não estiver comendo ou bebendo deve estar de máscara. Qual é o show que as pessoas não vão beber? E se forem beber precisam estar sentadas, se estiverem sentadas, precisam estar em mesas com até 15 pessoas. E não deve ter dança. Tudo muito difícil de ser cumprido e fiscalizado”, relata Evelyne, lembrando que a vacina não impede que a pessoa tenha a Covid-19, mas reduz a gravidade em caso de contaminação. “A pessoa vacinada também pode acabar sendo um portador não sintomático do vírus e levar a Covid-19 para outras pessoas que, de repente, ficaram em casa se cuidando”, frisa.

Para a professora, as variantes do novo coronavírus que ainda estão circulando pelo país aumentam o risco de contaminação. “Talvez a pessoa tenha tido a doença, mas não foi de uma dessas variantes, aí a terá novamente e a população corre um risco maior com a circulação de novas variantes, gerando aumento do número de casos, talvez de internações e até de mortes também”, destaca.

Passaporte e testagem

Há algumas possibilidades para a realização de um evento, como a apresentação de passaporte de vacinação e da testagem negativa, o que permitiria o controle de acesso das pessoas na entrada do evento. “Se a pessoa não está vacinada ou não mostra um teste negativo, não entra. Essas ações já dariam alguma segurança para que esses eventos acontecessem com a menor probabilidade de contaminação e transmissão do novo coronavírus”, conclui Evelyne.

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