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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Enfrentando o luto diante da pandemia

 *Psicóloga e neuropsicóloga Sandra Morais

 



A perda de um ente querido já é dolorosa por si só, e diante dessa pandemia, ao passarmos pelas etapas sem velório e funeral, se torna mais dolorida. Isso acontece porque ficamos sem o abraço dos amigos e familiares e sem a chance do último adeus em um funeral.

 

Luto é um processo, onde forma reações e emoções, resultado de uma perda muito marcante em nossas vidas. Na verdade, nunca iremos conseguir definir o que é luto, porque ele é particular e individual, cada qual tem uma forma de sentir e passar por ele.

 

Mas como lidar diante de um momento tão frágil em nossas vidas? Primeiro de tudo, acolha os sentimentos. Não fica se culpando por senti-los ou simplesmente por estar triste. Expresse o que sente com pessoas próximas. Não se julgue.

 

Também tente buscar prazer nas pequenas coisas e procurar focar no presente, naquilo que você tem no momento e não nas coisas que perdeu. Organize uma rotina diária que inclua atividades produtivas e prazerosas, de autocuidado, de relaxamento e tente algo para praticar a compaixão.

 

Entenda que cada pessoa tem uma reação e um jeito de lidar com as situações. Ou seja, cada um irá passar pela aceitação do luto de formas diferentes, não há fórmulas, apesar de que há alguns exemplos de pessoas, talvez até mesmo familiares e amigos, que souberam superar esses sentimentos e que nos desperta encorajamentos. Mas se você não conseguir superar tão rápido ou tão bem quanto essas pessoas, não se culpe nem se julgue.

 

Outra questão é sobre o tipo de luto encarado por cada pessoa. Por exemplo, não se pode diferenciar simplesmente pelo seu tempo de duração. Cada um tem seu tempo na hora de passar pelo processo de superação da perda. Há várias etapas, como o contato com o ocorrido, a raiva, a compreensão, a aceitação e, enfim, a superação.

 

Superar o luto e vencer os sentimentos de tristeza não significa que a pessoa precisa esquecer o ente querido. O detalhe está em superar a dor da ausência e aceitar a perda.

 

É preciso entender que não somos máquinas com o botão de “liga e desliga”. Então, para vencer esse momento procure ter uma rotina, tente voltar a trabalhar, busque coisas produtivas para a vida, tire tempo para o lazer, para passear, evite ficar sozinho e busque a companhia de amigos.

 

No entanto, há aqueles que não conseguem entrar na fase de aceitação. Há quem passa a ter um sofrimento duradouro e não consegue chegar à fase da superação. Com isso, não alcança o desapego daquele que já se foi.  Nesse caso, o enlutado deve procurar ajuda, pois, quando isso acontece, a depressão acaba fazendo parte deste luto. Para isso, é necessária a busca por acompanhamento psicológico.

 

É importante ressaltar que a terapia não irá eliminar a dor, mas irá promover uma memória saudável em vez de um peso. E quanto mais leve nossa mente ficar diante da dor, mais fácil será para a pessoa retomar sua rotina e fazer sua vida seguir em frente.

 

 

(*) Sandra Morais é Psicóloga (CRP: 5/52586) e Neuropsicóloga, com especialização em Avaliação Neuropsicológica pela PUC RJ. Atualmente cursando pós graduação em Terapia Cognitivo Comportamental baseada em evidências. Coautora do Livro: “É Possível Sonhar, o Câncer não é Maior que você”, com capítulo sobre “Como construir autoestima e ser Super confiante”. E psicóloga na Casa de Convivência e lazer para idosos.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

Sete faces que revelam Deus - Por Paiva Netto

 



Em 21 de outubro, há 31 anos, tive a honra de inaugurar com a indispensável ajuda do povo, em Brasília/DF, o Templo da Boa Vontade (TBV).

Desde que abriu suas portas, o TBV é, segundo dados oficiais da Secretaria de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), o local mais visitado da capital do país.

Num artigo que escrevi para a Folha de S.Paulo, em 9 de agosto de 1987, delineei o espírito que norteia a Pirâmide das Sete Faces:

 

A construção do Templo da Boa Vontade, com um só altar e um trono exclusivamente dedicados ao Senhor Deus, tem como supremo objetivo reunir todas as criaturas, sejam quais forem suas crenças ou descrenças (ateu também é filho de Deus), conduzindo-as à Unidade da Fé Realizante com base no Ecumenismo Irrestrito. A Fé Realizante é aquela que se opõe à ociosa, egoística. (...) Revelou Jesus à samaritana, junto ao Poço de Jacó, em Seu Evangelho, segundo João, 4:1 a 30: “Deus é Espírito” e, por isso, “breve não mais será adorado em templos de pedra feitos pela mão do homem”. Por ser Espírito, “Ele procura, para Seus adoradores, aqueles que O adorem em Espírito e Verdade”. O TBV é, pois, a fase intermediária entre os templos de pedra e a época tão esperada em que os homens não mais necessitarão de templos materiais para orar a Deus. Natura non facit saltum. Por ser uma etapa transitória, aplicam-se a ele estas palavras inspiradas no ensinamento do Cristo Planetário: “Neste Templo até as pedras clamarão que Deus é Espírito e importa que seja adorado em Espírito e Verdade”.

Corresponde a dizer que nos tempos vindouros evoluirá a concepção restritiva de se adorar Deus apenas quando sob tetos materiais. Os templos, por mais que louváveis, não serão essenciais.

Curiosamente, nessa era ideal, sua frequência será a mais gloriosa de todos os tempos da humanidade, porque haverão os homens compreendido ter Deus dentro de si mesmos. Ninguém mais se atreverá a frequentá-los como quem vai a uma descartável obrigação social, a um piquenique, a um desfile de moda. Quadro que entristece os religiosos compenetrados de sua missão. O lugar preferido por Deus para Seu culto é o coração humano. Não há aqui censura alguma aos que veneram seus templos para adoração ao Todo-Poderoso. De outra forma, como construiríamos o da Boa Vontade em Brasília?

O que concebemos é uma antevisão do que anunciou o Cristo. Dia virá em que a humanidade inteira será reconhecidamente o Templo do Deus Vivo — território sagrado, onde todos poderão viver em Paz, como profetizou Isaías no Velho Testamento da Bíblia Sagrada. O ser humano finalmente entenderá que o Pai Celestial em Sua infinita sabedoria deve ser buscado e vivido em todos os lugares, durante todos os segundos da existência. Os sacerdotes sempre serão sacerdotes. Isto lhes nasce da Alma: em seus templos e em qualquer parte. Sentem-se assim as criaturas de Fé, em todos os pontos do mundo.

O ser humano pode tentar, ainda que em vão, destruir as religiões na Terra: contudo, jamais conseguirá extinguir a religiosidade que nasce com ele, mesmo quando ateu.

 

Dia do Ecumenismo

Em homenagem ao Templo da Paz, foi oficializado em Brasília o 21 de outubro como Dia do Ecumenismo. A iniciativa recebeu a adesão de outros pontos do país, a exemplo dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, e da cidade de Novo Hamburgo/RS.

O seu piso foi construído em granito com o desenho de uma espiral, de modo que, ao entrar na Nave, o peregrino percorra o caminho de cor escura, que gira em sentido anti-horário, representando a jornada difícil do ser humano, em busca de um ponto de equilíbrio. Na volta, caminha-se pela trilha de cor clara, que representa a nova jornada, iluminada por valores morais e espirituais. A tradição de caminhar pela Espiral e com os pés descalços foi criada pelos próprios peregrinos*.

Durante todo o mês, uma rica programação cultural, religiosa e ecumênica celebra os 31 anos do TBV. Ele está localizado na Quadra 915 Sul, Brasília/DF.

 

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* Este ano, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, nossa peregrinação ao TBV será on-line, mantendo, assim, o necessário distanciamento físico recomendado pelas autoridades. Em todos os canais da Comunicação 100% Jesus (rádio, TV e internet), esse momento histórico será levado até você. Fique atento às novidades no portal boavontade.com

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

O dom da Vida - Por Paiva Netto

 




 

O sofrimento é uma realidade. Mas deverá ser eternamente assim? A Vida é um dom de Deus. O ser humano, porém, precisa reconhecer o próprio valor, que se inicia no Plano Espiritual, de onde todos viemos e para onde, na hora certa, determinada por Deus, todos voltaremos. Quando se fala em desenvolvimento da autoestima da população, pensa-se, às vezes, somente no “desfavorecido da sorte”. Este, em diversas ocasiões, demonstra maior força de vontade do que o “bem situado”. Senão como explicaríamos a sua sobrevivência? Vejam o exemplo das mães pobres, quão guerreiras são! Há tanto tempo afirmo que a elite de um país é o seu povo; o que significa dizer que desse modo merece ser tratado, para que qualquer nação cresça.

Não inveje “quem está por cima”. Enquanto se faz isso, não se avança. Até porque não é recomendado julgar as pessoas pela aparência ou pelo status social, sobretudo quando se leva em consideração as mais variadas questões psicológicas. Por isso, é importante ir além da ilusão da superficialidade, do estereótipo. Lembro-me de que, no colégio, aprendi que Eduardo VIII (1894-1972) — aquele que abdicou do trono da Inglaterra porque se apaixonou pela norte-americana Wallis Simpson (1896-1986) — tinha, digamos, uma tremenda baixa autoestima. O pai, George V (1865-1936), que era dominador, não acreditava nele. Reparem que se referia a um integrante da família real inglesa. Entretanto, não são aspectos exteriores que definem os seres humanos. Todos têm seus dramas e carecem da Infinita Misericórdia de Deus.

Jamais se esqueçam de que a verdadeira fortaleza nasce do nosso íntimo espiritualmente sustentado no Supremo Criador. Ela se encontra no poder imanente da consciência em paz consigo mesma. Logo, a prece é um fator essencial para nos fortificar. Não é esconderijo de covardes.

 

Diálogo com o Altíssimo

Orar robustece! Por isso, dedico a vocês esta súplica que Jesus elevou ao Pai, no mais impactante momento de Seu Sublime Ministério Crístico: A Oração Sacerdotal (Evangelho, segundo João, 17:1 a 24). Nas horas que antecediam a Sua infame crucificação, o Divino Amigo encontra forças suficientes para, em Seu diálogo com o Altíssimo, rogar por aqueles que o Pai havia entregue à Sua incomparável responsabilidade. Ele pede que todos igualmente participem, com Ele, da Glória Celeste com que foi distinguido desde a fundação do planeta. O Senhor de nossas vidas assinala o desejo de propiciar a ligação, ainda que incipiente, das inteligências encarnadas e desencarnadas — a União das Duas Humanidades, ou seja, a do Mundo Espiritual com o material. E isso ocorre quando o mais doloroso quadro de ingratidão se desenhava no cumprimento de um sacrifício extremado, na mais significativa demonstração de Amor e Compaixão a que este mundo já assistiu.

Em Joias do Bom Pensamento, antiga publicação da LBV, o saudoso Irmão Alziro Zarur (1914-1979) fez magistral síntese dessa tocante

 

Oração de Jesus ao Pai — Oração Sacerdotal

 

Pai, é chegada a hora. Glorifica Teu Filho, para que o Filho Te glorifique; pois Lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que Ele conceda a Vida Eterna a todos os que Lhe deste. E a Vida Eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único e verdadeiro Deus, e ao Cristo que enviaste. Eu Te glorifiquei na Terra, consumando a obra que me confiaste para fazer. E agora, ó Pai, glorifica-me Contigo mesmo, com a glória que Eu tive junto de Ti, antes que houvesse Terra. Revelei Teu nome aos homens e mulheres que me deste do mundo. Eram Teus, e os confiaste a mim, e eles estão vivendo de acordo com a Tua Palavra. É por eles que Eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste do mundo, porque são Teus. Já não estou no mundo, mas eles continuam no mundo, ao passo que Eu vou para junto de Ti. Pai Santíssimo, guarda-os em Teu nome para que eles sejam UM, como nós somos UM. Quando Eu estava com eles, sempre os protegi, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Não peço que os tires do mundo, mas que os protejas do mal. Santifica-os na Verdade: Tua Palavra é a Verdade. Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que creram em mim por meio da Sua pregação. Eu lhes transmito a glória que me deste, para que eles sejam UM como nós somos UM. Pai, minha vontade é esta: onde Eu estiver, estejam também comigo aqueles que me deste, para que participem da glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo.

 

Que essa sublime mensagem tenha feito bem a você, para que confie ainda mais na preciosidade que é a sua existência! E vamos em frente porque Deus Está Presente!

E, se for ateu, prossiga adiante, mas fazendo o Bem, pois vale a pena viver!

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com