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quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O enobrecer da Alma no testemunho a Jesus - Por Paiva Netto

 

 

Paiva Netto

 

Em testemunho a Jesus, minha grande alegria é auxiliar as pessoas a tirarem a tristeza de seus corações. Porquanto, na Boa Nova do Cristo, sempre encontraremos o aquecimento para o enobrecer da Alma disposta às longas jornadas da vida!

Recomenda Tiago Apóstolo, em sua Epístola Universal, 5:13: “Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores”.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Religião não é chave de intolerância - Por Paiva Netto

Paiva Netto 

 Não adianta apenas cuidar do corpo, é igualmente necessário medicar a Alma. Vou repetir para deixar mais claro: zelar pela Alma — com a magia do Amor Fraterno, imanente do Novo Mandamento de Jesus (“Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” — Evangelho do Cristo, segundo João, 13:34 e 35) — torna a criatura ética, fraterna, solidária, que não entende Religião como chave de intolerância, que vê a Política como o caminho para a segurança dos povos, a Ciência como mãe do progresso e a Economia como fartura para as multidões, pois sente compaixão pelos que sofrem. Daí pregarmos o Ecumenismo do Afeto. Inspirados em quem?! No Jesus Ecumênico. Não se trata do “Jesus” instrumento de discussões que não levam a nada. Ele não deve ser odiosamente interpretado. Antes de tudo, é para ser vivido, porque trouxe o Mandamento Novo do Pai-Mãe Celestial. Por isso, Alziro Zarur (1914-1979), o Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, dizia: “O Novo Mandamento de Jesus é [justamente] a Essência de Deus”. E Zarur fala em suas pregações libertadoras do Deus que é Amor, de acordo com Jesus, o Religioso Celeste.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Competência Divina - Por Paiva Netto

 

Paiva Netto

No Amor não existe medo; antes, o perfeito Amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no Amor.

(Primeira Epístola de João, 4:18)

 

Por intermédio do Amor e da intuição, a Competência de Deus se estabelece nas Suas criaturas. Portanto, “lança fora o medo” de avançar continuamente na direção correta. Aliás, esse é um caminho nem sempre fácil, mas cujo resultado é o melhor possível.

Reflitam sobre a lição que o Rei da Sabedoria, Jesus, a todos endereça em Seu Santo Evangelho, consoante Mateus, 7:13 e 14:

 

As duas estradas

13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta, e espaçoso, o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela,

14 porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz à Vida Eterna, e são poucos os que acertam com ela.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.brwww.boavontade.com

 



segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Ano-Novo! Ano-Bom? - Por Paiva Netto

 

Paiva Netto

 

É costume exclamarem ao raiar de cada primeiro de janeiro: “Ano-Novo! Ano-Bom!” Não sou nenhum Catão, mas há quem o faça movido por cosas que no se hablan... Depois vem a ressaca. E depois do depois, quando o fígado reclama, a turma põe a culpa em Deus, no diabo e no mundo... E, azar dos que estiverem perto... Enquanto isso, cerca de um bilhão de pessoas diariamente vão dormir com fome. Daí a necessidade do Natal Permanente de Jesus, como a expansão da Fraternidade Ecumênica.

Ano-Bom? Depende de nós! E da compreensão de que — sem a consciência de ser a Vida Espiritual uma realidade — a material poderá tornar-se um transtorno, se não soubermos de fato fazer uso acertado do livre-arbítrio, principalmente na Democracia, que é o regime da responsabilidade.

 

Orar é amar e agir

A Prece não é o refúgio dos covardes nem dos ociosos. Ela nos eleva, o trabalho nos realiza. O Papa reza, o Dalai-Lama medita, Chico Xavier orava, os rabinos entoam suas súplicas, os evangélicos cantam seus louvores a Deus, os islâmicos recitam o Corão Sagrado... O que é a Prece senão o Amor que se dispõe para grandes feitos? Um Irmão ateu, quando medita e pratica um ato que beneficia a coletividade, está orando. Em Crônicas e Entrevistas, escrevi que orar e meditar se assemelham. Rezar não é uma ação simplesmente figurativa. É o mais forte instrumental que a essência humana, o Capital Divino, possui. O monge alemão Tomás de Kempis (1380-1471) grafou, em Imitação de Cristo“Sublime é a arte de conversar com Deus”.

 

Para evitar o vômito das nações

Nestes tempos de mundialização, em que muitas fronteiras caem preferentemente sobre as cabeças das populações mais pobres, o povo procura um rumo seguro para a existência, regida por forças discrepantes. Nem sempre é o melhor de todos o destino que lhe oferecem. E a História se repete no somatório de enganos que podem desembocar num movimento incontrolável de massas. As nações também vomitam.

Buscam, então, alento para suas dores na violência ou no Invisível. No entanto, como diversos se acostumaram a uma visão restritiva do Poder Espiritual, muita vez erguem sua prece a um deus antropomórfico, que não lhes responde, pois nem existe. E aí se frustram.

 

Orar fortalece

Ao deitar-me, no amanhecer de um 1o de janeiro longínquo, data do aniversário da LBV, hoje, completando 71 anos de profícuo trabalho “por um Brasil melhor e uma sociedade mais feliz”, elevei uma oração a Deus, na esperança filial de merecer Sua piedosa atenção. Lembrei-me, naquele momento, do grande esforço empreendido por  seu saudoso fundador, Alziro Zarur (1914-1979) pela vitória da Boa Vontade, do bom senso de Melanchton (1497-1560) e do notável pontificado de João XXIII (1881-1963). Ao elevar minha Alma ao Pai Celeste, senti Sua compassiva influência vibrando em meu Espírito. E não há nesta afirmativa qualquer jactância, porque Jesus ensina: “(...) o Reino de Deus está dentro de vós” (Evangelho, segundo Lucas, 17:21).

 

Fé e espírito democrático

Nada melhor que falar com Deus. Quem não sofre ou padece da privação de alguma coisa que as satisfações terrenas mais sofisticadas não suprem a falta? Busquemos na Fé a Esperança para nossa sustentação espiritual, mental e física. Que Fé?! Escolha a sua. O espírito democrático deve também imperar no campo religioso.

Que o Ano-Novo seja um Ano-Bom, realmente. Contudo, isso depende de nós. Todos nós.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 


quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Vencedores — Por Paiva Netto

Paiva Netto

 

Em 3 de dezembro, celebramos o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, oportuna data instituída pelas Nações Unidas em 1992. Trata-se de uma vitória, pois visa ao aumento da consciência dos povos para a melhoria das condições de vida daqueles que enfrentam algum tipo de necessidade especial. Não por acaso, em 2/12 temos o Dia Internacional para a Abolição da Escravatura. Entre as execráveis formas de escravidão conhecidas, o cativeiro do isolamento, ao qual, por vezes, os deficientes são condenados, urge também ser abolido.
Conheço de perto a luta das pessoas com deficiência, mas sei igualmente da força de vontade que são capazes de desenvolver. Minha querida e saudosa irmã, Lícia Margarida (1942-2010), não enxergava. Contudo, com muito esforço, dedicação e Amor Fraterno pelas criaturas, conquistou a grande habilidade de ser feliz. Sua afabilidade no trato humano era impressionante. Além de ter um senso de humor saudável, sua memória era espetacular.
Habitando hoje o Mundo Espiritual, ao lado de nossos amados pais, Idalina Cecília (1913-1994) e Bruno Paiva (1911-2000), Lícia segue sua jornada evolutiva, agora com os olhos iluminados pela vida em outra dimensão. Os mortos realmente não morrem!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

sábado, 19 de dezembro de 2020

O Sol nasce para todos - Por Paiva Netto


Paiva Netto


O Pai Celestial permanece sempre disposto a nos oferecer reiteradas oportunidades, mostrando-nos um infinito de belezas sem igual. Basta ver que nos mandou Jesus, entre outros veneráveis mensageiros, para trazer-nos a Sua fórmula de elevação perene (Evangelho, segundo João, 3:16 e 17), retratada na perspectiva de Martinho Lutero (1483-1546) como a passagem mais tocante da Boa Nova:

 

“16 Porque de tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

“17 Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele”.

 

Ora, dessa Medida Celeste de ascensão moral e espiritual das criaturas resultará o definitivo erguimento social das massas se elas, convictamente, portanto com perseverança, cumprirem este ensinamento do Cristo (Evangelho, consoante Mateus, 6:33): “Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas”.

Que custa, sem fanatismos, experimentá-lo?

Diante desse roteiro magnífico de Libertação Divina, quantas vezes, por causa de um simples “me dá lá aquela palha”, esquecemos as munificências que o Pai preparou para que não nos atrasemos, presos às garras da ignorância.

 

Tudo acabou, nada!

Muita vez você está desesperado (ou desesperada) e exclama: “Tudo acabou! Nada mais existe. Não resta a mínima esperança!” No entanto, o Sol continua brilhando lá fora; o ar, circulando à sua volta; a vida, vivendo... A humanidade persiste, repleta de confiança, malgrado tantos tropeços. Pessoas se amando, existindo, realizando... Todavia, você vê e sente tudo com azedume, porque se tornou particularmente amargo (ou amarga). Talvez falte um pouco de piedade no seu coração. Ensina o Profeta Muhammad — “Que a Paz e as Bênçãos de Deus estejam sobre ele!”: “A misericórdia é a riqueza dos crentes”.

Há dois mil anos, porém, Jesus advertia: “Se os teus olhos são trevas, que grandes trevas serão!” (Evangelho, segundo Mateus, 6:23).

Isto é, quão sombria será a sua sorte!

Entretanto, milênios de Cristianismo humano transcorreram. E, quando o Mestre, apesar de todas as aparências em contrário, se aproxima para iluminar, por meios que apenas Ele conhece, o planeta, com o Seu Cristianismo total, sublimando realmente a trajetória terrena, você pensa em desistir?!... Querer “morrer na praia”, depois de atravessar oceanos de lutas e dificuldades, que pareciam desejar afogá-lo (ou afogá-la) no desespero?!

Nos momentos de desânimo, lembre-se destes dizeres do saudoso papa João XXIII (1881-1963), que, com o seu conhecido alto-astral, afirmava: “Sou sempre otimista, ainda quando exprimem perto de mim profunda inquietação pelo destino da humanidade”.

O Sol nasce para todos. Não tem culpa de que o egoísmo ainda vigore na Terra. “Quousque tandem, Catilina*?”

Winston Churchill (1874-1965), não obstante os seus muitos críticos, foi um exemplo de pertinácia. Na hora dramática em que, com mão poderosa, conduzia a sua “pequena ilha” na resistência a Adolf Hitler (1889-1945), a voz dele levantava-se contra o medo. E o povo fortalecia-se na férrea decisão de não ceder aos nazistas. Isto já faz parte da História.

Contudo, nestas palavras que retratam bem sua forte determinação, até hoje nos convida a jamais desanimar:

“Nunca desista,

“Nunca, nunca, nunca!

“Em nada, grande ou pequeno,

“Importante ou insignificante...

“Nunca desista!”

 

Acertada medida é, pois, em ocasião alguma capitular ante os desafios da existência espiritual e física. Mas entenda, acima de tudo, a lição do Educador Celeste tal como os Seus Apóstolos a compreenderam: insista sempre mais um pouco e sentirá que a sua redenção está próxima.

Disse o Cristo: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas Almas” (Evangelho, segundo Lucas, 21:19).

Por conseguinte, é proveitoso guardarmos esse Divino Alertamento no coração e na mente em todos os instantes de nosso viver. Dessa forma, trilharemos cada vez mais no rumo da felicidade eterna e da Glória de Deus.

Jesus é forte mensagem de esperança numa época de tamanha desilusão para tantos.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com 

 

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Nota do autor

* Frase de Cícero (106-43 a.C.) — Marcus Tullius Cícero: orador e político romano. Ficou famoso o seu eloquente repúdio a Catilina (Lucius Sergius Catilina), quando este teve a audácia de comparecer ao Senado Romano, depois de descoberta a sua conspiração contra a República: “Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?” (Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?). Cícero publicou, além de tratados de retórica, obras de Filosofia.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

O patrimônio da Caridade ― Por Paiva Netto

 

Paiva Netto



A Caridade é o conforto de Deus para as Almas e o relacionamento cordial entre criaturas que firmemente desejam a preservação deste mundo. Ela é uma função espiritual e social, não apenas um ato particular de socorrer apressadamente o mais próximo. É uma política dignificante, um planejamento humanitário, uma estratégia, uma logística de Deus, entendido como Amor, a nós oferecida, de modo que haja sobreviventes à cupidez humana. A Caridade é a Força Divina que nos mantém de pé. Sabemos, e basta ir ao dicionário, que Caridade é sinônimo de Amor. Portanto, é respeito, solidariedade, companheirismo, cidadania sem ferocidades. O mundo precisa de carinho e Amor Fraterno. Quem diz que não quer ser amado está doente ou mentindo, o que, no fundo, no caso em questão, é a mesma coisa. Pode ter certeza de que a pessoa está gritando lá dentro: “Socorro! Preciso ser amado! ou, preciso ser amada! Mas não tenho coragem de dizer! Tenho vergonha de reivindicar, um pouco que seja, da Fraternidade dos meus irmãos humanos! Mas escutem o meu apelo desesperado e silencioso!”

Como escrevi no livro Tratado Universal sobre a Dor (1990), o Amor revela a Luz, e a Luz espanta a treva. Que mais quereremos nós? O ser humano tem carência de Amor verdadeiro. É o que muitos dirigentes dos povos em definitivo precisam entender. Governa bem aquele que governa o coração. Exclamam alguns: “— Ah, eu não falo em Caridade!” Infelizmente creem que ela se resume em dar às pressas esmola ao mendicante que os interpela. Já estão em falta quando se irritam diante do necessitado, que em geral é efeito e não causa. Devem refletir sobre este ditado latino: “Hodie mihi; cras, tibi”. (Hoje, eu; amanhã, você). Ou seja: agora, o pedinte é ele; amanhã, poderemos ser nós. O pior é que alguns transferem essa “amofinação” para um sentimento elevadíssimo, que é a Caridade, que eles não entendem muito bem, mas que se personifica na cola que junta as partes separadas da sociedade mundial. Enfim, Caridade é a esperança que repousa em Deus.

 

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com